sábado, 29 de setembro de 2012

Teatro feito de papel e luz

video


The Icebook (HD) de Davy e Kristin McGuire

The Icebook é um espectáculo de teatro em miniatura, feito de papel e luz. Uma experiência requintada de recortes de papel frágil e projecções de vídeo, que nos transportam a um mundo de fantasia. É uma experiência íntima e envolvente de animação, arte e desempenho.

The Icebook
The Icebook

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

"ParaNorman", filme de animação

Todas as faces usadas no filme foram guardadas na biblioteca da Laika, a produtora da animação
O filme de animação "ParaNorman", feito com bonecos de massa, conta com a produção de mais de 31 mil partes individuais de rostos.
 
Apenas para o personagem principal, Norman, um menino de dez anos que vê fantasmas, foram feitas 8.800 faces,
aqui. Folha de São Paulo 08/09/2012

As blusas de Norman são costuradas de verdade. Para ele foram feitos 28 corpos...
... e 8.800 faces, chamadas de faces de reposição, que permitiam que o boneco fizesse mais de um milhão de expressões diferentes

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Exposição Internacional de Escultura, 2012

"Pergula", escultura de aço maciço, 2010 - Wim Delvoye
A Xangai Jing'an Exposição Internacional de Escultura 2012 que tem como tema principal "Orgulho da cidade", vai mostrar esculturas dos 18 melhores talentos conhecidos internacionalmente, no Parque de Esculturas Jing'an. São 10 os países representados - China, Coreia do Sul, Austrália, Israel, Índia, Bélgica, Colômbia, Turquia, Singapura e Espanha - com 59 esculturas divididas em 23 grupos.
"Ray", escultura em aço inoxidável, 2012 - Subodh Gupta
A exposição aborda a experiência urbana, a estética da vida diária, a personalidade humana e criatividade. Os artistas participantes  utilizam a sua própria linguagem, esculturas idiossincráticas. O Parque de Esculturas Jing'an, que se estende por uma área de 66.000 metros quadrados, é um local de exposição de arte pública no centro de Xangai.

"Não", pedra, 2012 - Ram Katzir

O Parque que possui uma grande variedade de esculturas e displays de arte, tornou-se um destino cultural e de lazer para os moradores e visitantes de Xangai. O evento decorre entre 20 de Setembro e 20 de Novembro, e tem o apoio de Shanghai Purple Roof Art Gallery.












domingo, 23 de setembro de 2012

Biografia da pintora Suzanne Valadon

Suzanne Valadon com o seu filho Maurice Utrillo

Dia 23 de Setembro (aqui)


Marie-Clémentine Valadon - Suzanne Valadon, nasceu a 23 de Setembro de 1865 em Bessines-sur-Gartempe, perto de Limoges, e faleceu a 7 de Abril de 1938 em Paris. Foi uma pintora e modelo francesa, e a primeira mulher admitida na Société Nationale des Beaux-Arts. O  pintor Maurice Utrillo, foi o seu único filho.

Auto-Retrato, lápis e pastel sobre papel, 1883 - Centro Pompidou

Filha de uma mãe solteira que labutava como lavadeira, Suzanne Valadon foi acrobata de circo até aos 15 anos. Após uma queda do trapézio, a sua carreira terminou. Procurou uma nova ocupação e tornou-se modelo de Puvis de Chavannes, Henri de Toulouse-Lautrec e Pierre-Auguste Renoir. Nesta altura ao observar e aprender as técnicas dos artistas, começou a criar as suas próprias pinturas.

Mãe de Suzanne Valadon, sanguínea sobre papel cinzento, 1883 - Centro Pompidou
Utrillo em criança, sanguínea, 1886 - Centro Pompidou
O Circo, óleo, 1889 - Cleveland Museu de Arte, Ohio
Toulouse-Lautrec foi o primeiro a ver os seus desenhos e a encorajá-la. O seu trabalho teve o apoio de Degas (comprou três das suas obras em 1893), com quem desenvolveu uma amizade duradoura, pois foi uma das amigos mais próximas até à sua morte. Entre os artistas com quem conviveu estavam Van Gogh, Gauguin, Picasso e Modigliani.
O seu tipo de beleza maravilhava e impressionava nos bares e cabarés de Montmartre em Paris, onde coleccionava amantes. Aos dezoito anos, foi mãe de um dos artista mais famosos de Montmartre, de quem é desconhecida a paternidade. Maurice Valadon (26 de Dezembro de 1883) seu nome de nascimento, foi mais tarde reconhecido por um amigo de sua mãe Miguel Utrillo, ficando conhecido como Maurice Utrillo. 

Paul Mousis e o seu cão, grafite sobre cartão, 1891 - Centro Pompidou
  Retrato de Erik Satie, óleo sobre tela, 1892-1893 - Centro Pompidou
Suzanne Valadon pintou naturezas-mortas, paisagens, retratos que ficaram notáveis pela composição de cores fortes e vibrantes. Ficou também  conhecida pelo desenho e pintura de nus. As suas primeiras exposições no início dos anos 1890, mostraram na sua maioria retratos, incluindo um de Erik Satie, com quem teve um curto relacionamento. Para Satie, ela seria a única relação íntima da sua vida. Em 1894, Suzanne Valadon tornou-se a primeira mulher admitida na Société Nationale des Beaux-Arts. Perfeccionista, trabalhava em algumas das pinturas a óleo até 13 anos antes de as expôr.
Mulheres no banho, gravura, 1893 - Galeria Nacional de Arte de Washington
Menina nua e serva preparando o banho, carvão sobre papel, 1908 - Centro Pompidou
Adão e Eva, óleo sobre tela, 1909 - Centro Pompidou
Suzanne Valadon encontrou um aliado sólido no galerista Berthe Weil, que a incentivou a participar em quase 19 exposições entre 1913 e 1932, incluindo três retrospectivas pessoais. Participou no Salon des Indépendants em 1912 e sete anos mais tarde, no Salon d'Automne. As suas exposições posteriores, também foram bem sucedidos. No entanto, a sociedade burguesa ficou chocada com a sua arte, que a par da sua conduta sexual, desafiou convenções.
Valadon foi a principal professora do seu único filho Maurice Utrillo, transmitindo-lhe o entusiasmo pela pintura e sugerindo-lhe o trabalho ao ar livre.


Suzanne Valadon
Utrillo, a avó e um cão, óleo sobre cartão, 1910 - Centro Pompidou
Estudo para "Lançamento de redes", carvão sobre papel, 1914 - Centro Pompidou
"Lançamento de Redes", óleo sobre tela, 1914 - Centro Pompidou
Teve casos bem conhecidos com o pintor Puvis de Chavannes, o compositor Erik Satie e o pintor Renoir. Depois da tentativa de um casamento estável com o agente de câmbio Paulo Mousis, com quem casou em 1896, a relação termina em 1909. Suzanne com 44 anos, apaixona-se  pelo pintor André Utter de 23 anos de idade, com quem veio a casar em 1914. Nesta fase, uma das pinturas mais conhecidas é Adão e Eva, onde Adão tem o rosto de André Utter e Eva o de Suzanne. No final de sua vida, Suzanne Valadon fez amizade com o pintor Gazi Tatar e impulsionada por esta união retorna à pintura.

Nus, óleo sobre papelão, 1919  - MASP
Família de Utter, óleo sobre tela, 1921 - Centro Pompidou
O Quarto Azul, óleo sobre tela, 1923 - Centro Pompidou
Suzanne Valadon morreu em 7 de Abril de 1938 e foi enterrada no Cimetière Saint-Ouen em Paris.  Entre os presentes estavam os artistas Andre Derain, Pablo Picasso e Georges Braque. 
Alguns de seus trabalhos podem ser vistos no Centro Georges Pompidou, em Paris, Museu Metropolitano de Arte de Nova York, Museu de Grenoble e Museu Nacional de Arte Moderna de Paris.
 
Um romance baseado na sua vida de Elaine Todd Koren, foi publicado em 2001.  Um romance anterior de Sarah Baylis, intitulado Mãe de Utrillo, foi publicado primeiro em Inglaterra e depois nos Estados Unidos. Timberlake Wertenbaker 's em  A Linha (2009), traça a relação entre Valadon e Degas.

Suzanne Valadon
Ramo de Flores, óleo sobre tela, 1930 - Centro Pompidou
Igreja de Saint-Bernard, óleo sobre tela, 1929 - Centro Pompidou
O doutor Robert le Masle, óleo sobre tela, 1930 - Centro Pompidou
A imagem mais conhecida de Valadon foi realizada por Renoir em Dança em Bougival e Dança na vila, ambos em 1883. O pintor faz novamente o seu retrato  em Rapariga entrança o cabelo e Retrato de perfil de Susanne Valadon, ambos em 1885.
Em 1885, Toulouse-Lautrec pintava o Retrato de Suzanne Valadon e em 1889, outro retrato famoso com o título, The Hangover
.
Dança em Bougival, óleo sobre tela, Auguste Renoir, 1883 - Museu de Belas Artes de Boston
Rapariga entrança o cabelo, óleo sobre tela, August Renoir, 1885 - Colecção particular
Retrato de Suzanne Valadon, óleo sobre tela, Henri de Toulouse.Lautrec, 1885 - Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Suzanne_Valadon
http://www.renoirinc.com/index.htm
http://www.biographybase.com/biography/Valadon_Suzanne.html

sábado, 22 de setembro de 2012

Chegou o Outono

Paisagem com figuras, Outono; óleo sobre madeira; 1876. Pintura de José Júlio Souza Pinto - Pinacoteca de São Paulo
Com o equinócio de Outono, os dias ficam mais curtos, as noites mais longas e as temperaturas vão caindo progressivamente de dia para dia. Os jardins e parques ficam coberto de folhas, de todos os tamanhos e cores. Os tons de verde, dão lugar aos tons de amarelo, laranja, vermelho e castanho, antes das folhas caírem e as árvores  iniciarem um longo sono.
Os principais factores responsáveis pelo aparecimento das cores de Outono na vegetação são três: os pigmentos existentes na folha, o comprimento da noite e o clima.
O Outono é também conhecido como o tempo da colheita, pois é nesta época que ocorrem as grandes colheitas.
Floresta de Faias, no Outono - Liepnitzsee, Alemanha
Arbusto com frutos, Outono - Laubmischwald, Alemanha

O jardim do chá Urakuen, mostrando boa folhagem de Outono - Inuyama, Japão
Névoa próxima ao rio Haller , Novembro - Nordstemmen,Alemanha.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Outono
http://mauoscar.com/
Harold Thomasius, (1985) Waldbilder, Leipzig: Veb

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Boneco articulado - Artesã

1 - Boneco articulado
Material necessário:
  • Cartolina ou cartão, branco
  • Papéis coloridos
  • Cola
  • Canetas de feltro: encarnada e castanha
  • Tesoura 
  • Furador
  • Lápis
  • Ataches
  • Argola metálica
  • Pioneses
  • Papel vegetal
  • Fio colorido
2 - Modelo, corpo
 Passo a passo:

1 - Imprima o modelo do corpo (2). Recorte com a tesoura.

2 - Cole o modelo sobre a cartolina ou cartão e recorte com a tesoura.

3 - Desenhe o vestido e o cabelo. Copie para o papel vegetal

4 - Seleccione os papéis que vai usar para o vestido e o cabelo. Decalque os desenhos sobre os papéis seleccionados. Recorte com a tesoura.

5 - Cole os vários elementos sobre o modelo (2). Desenhe e pinte o rosto (1).

3 - Modelo, braços. Agulhas de tricotar
6 - Imprima o modelo dos braços (3). Recorte com a tesoura.

7 - Cole o modelo sobre a cartolina ou cartão e recorte com a tesoura.

8 - Para a realização das "agulhas", corte um quadrado de papel e enrole. Finaliza com a colocação dos pioneses (3). 

9 - Desenhe uma peça de roupa em papel ou cartão. Recorte e suspenda nas "agulhas" (3) com o fio.

4 - Peças que constituem a boneca
10 - Coloque os ataches nas "agulhas". Realize orifícios nas diferentes peças (2 e 3). 

11 - Sobreponha as peças e coloque os ataches (5).

12 - Coloque o fio e a argola metálica (5).

5 - Ataches, fio e argola colocados.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mobiliário de Siza Vieira e Souto Moura conquista Xangai

Mesa Onefive, com quatro portas/prateleiras. Eduardo Souto Moura (exemplo de peça) - Desenho Ibérico
Peças de mobiliário dos arquitectos Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura, Fernando Távora e outros arquitectos portugueses, expostas na “China Forniture” em Xangai que decorreu entre 11 e 15 de Setembro, foram vendidas na totalidade,  segundo o director geral da "Desenho Ibérico" Paulo Maia.
Entre as peças estão cadeiras desenhadas por Fernando Távora e Siza Vieira, e mesas de apoio e sala de jantar de Souto Moura.
Cadeira C2, em madeira de Bétula, com estofo em pele. Álvaro Siza Vieira (exemplo de peça) - Desenho Ibérico
A recordar, Álvaro Siza Vieira recebeu diversos prémios, entre eles o Prémio Pritzker 1992, e o Leão de Ouro pelo conjunto da obra para a exposição de arquitectura internacional da Bienal de Veneza 2012. Eduardo Souto Moura recebeu vários prémios, contando com o Prémio Pritzker 2011. Fernando Távora recebeu em vida o Grande Prémio Nacional da Arquitectura 1987 e o Prémio AICA 95. Artigo completo no Jornal de Notícias, aqui.

Cadeira reitor, em madeira de Mogno, com estofo em pele. Fernando Távora (exemplo de peça) - Desenho Ibérico

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Festival Internacional de Marionetas do Porto

A 23.ª edição do Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP) decorre entre 14 e 23 de Setembro.

"O Acidente", Teatro do Ferro
O Festival Internacional conta com o trabalho de artistas de companhias provenientes de França, Itália, Alemanha e Grécia, para além da participação portuguesa, que ocupa um lugar especial na programação deste ano. Algumas das criações apresentadas pelas companhias são em estreia absoluta.
Na programação estão o Teatro do Ferro "O Acidente", Teatro de Marionetas do Porto "Teatro Dom Roberto" e " O Ovo", A Tarumba "Cabaret de insectos - Dracularium Freak - Episódio I,  Théâtre de L'arc-en-Terre "Western", entre outros.

A programação inclui mais de três dezenas de iniciativas: uma exposição/instalação – “Fuga Geográfica”, de Rodrigo Malvar, espectáculos de rua, "workshops" e conferências.
O Festival reparte-se por diversos locais da cidade do Porto como a Casa da Música, Teatro Carlos Alberto, Mosteiro de S. Bento da Vitória, Auditório de Serralves, Teatro Helena Sá e Costa, Instituto Multimédia, Passos Manuel, Plano B ou Armazém do Chá. Saber mais aqui.

"Western", Théâtre de L'arc-en-Terre

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

2 - Antigos Mercados de Lisboa - Mercado da Ribeira Velha, Mercado da Ribeira Nova e Mercado de S. Bento

Ribeira de Lisboa, aguarela sobre papel, 1887, Ricardo Hogan - Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Lisboa teve mercados de produtos hortícolas, frutas e outros comestíveis frescos, anteriores à edificação do Mercado da Praça da Figueira. Antes de 1460, efectuava-se um mercado de hortaliças e frutas nas arcadas da Rua da Ferraria, que foi posteriormente transferido para as imediações do mercado de pescado da Ribeira Velha. Também existiu um mercado de hortaliças e frutas no Rossio, em finais do século XVI, em frente do palácio dos Condes de Almada, quando ali se realizava a Feira da Ladra.
 
Mercado da Ribeira Velha, destacando-se a Casa dos Bicos (antes do Terramoto), painel de azulejos, séculos XVII-XVIII . Museu da Cidade - El Pueblo de Lisboa (1980) CML

Novo Guia do viajante em Lisboa e seus arredores Cintra, Collares, Mafra ... Por F. M. Bordalo 1863, página 99 - FCG Biblioteca da Arte
Casa dos Bicos, foto de José Artur Leitão Bárcia, 1890-1945. A Casa dos Bicos foi mandada construir em 1523 por Braz de Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque. A reabilitação do edifício data de 1983. - Monumento Nacional por decreto de 16-06-1910 - AML
A par dos mercados hortícolas, existia em Lisboa um mercado de pescado que, no século XVI, já se situava na Ribeira, era conhecido por Mercado da Ribeira Velha. Ocupava a faixa de terreno em frente à Casa dos Bicos, com várias barracas, onde as vendedeiras colocavam o peixe para venda. Consta que era um dos mercados de pescado melhor abastecidos do mundo.
Com o Terramoto de 1755, e depois de um período em que a cidade teve mercados provisórios, D. José mandou edificar para a venda de pescado, na Ribeira da cidade, nos terrenos perto da Praia de S. Paulo, o mercado da Ribeira Nova em 1771.
Mercado da Ribeira Nova na sua forma primitiva, gravura. Foto de Eduardo Portugal. Museu da Cidade - AMLChamado Mercado da Ribeira Nova, por ter vindo substituir a antiga praça em frente da Casa dos Bicos, era formado por um quadrado de 132 telheiros e cabanas, possuindo ao todo 256 bancas de venda.
Neste local e desde o século XVI, existiam cabanas onde homens e mulheres assavam sardinhas e outras variedades de peixe, que vendiam a marinheiros e a trabalhadores negros e brancos. O novo mercado formava um quadrilátero, era todo empedrado e lageado. Destinava-se à venda de pescado fresco. Tinha 123 cabanas e telheiros com 256 lugares de venda, alugados com carácter vitalício às vendedeiras. Posteriormente foi alargado às vendedeiras de frutas e verduras que ocupavam uma parte da Ribeira Velha. 

Levantamento topográfico de Francisco Goullard: nº 340, 1881. Planta referente à rua Occidental da Moeda, à praça Dom Luiz Primeiro, mercado e rua da Ribeira Nova ( Na planta, assinalei digitalmente o espaço do Mercado da Ribeira com uma seta na cor amarela) - AML
Projecto do Mercado da Ribeira Nova, planta e fachada, 20/04/1876. Frederico Ressano Garcia (1847-1911) - AML
Projecto do Mercado da Ribeira Nova, detalhes, 20/04/1876. Frederico Ressano Garcia (1847-1911) - AML
Projecto do Mercado da Ribeira Nova, detalhes, 20/04/1876. Frederico Ressano Garcia (1847-1911) - AML
O novo Mercado da Avenida 24 de Julho ou Mercado da Ribeira Nova, como também ficou conhecido, foi projectado pelo engenheiro Ressano Garcia - a quem se deve o planeamento e construção de estruturas da zona metropolitana de Lisboa como a Avenida da Liberdade, a Praça Marquês de Pombal, a Avenida 24 de Julho, os bairros de Campo de Ourique e da Estefânia e a Linha de Sintra. O mercado tem 10 mil metros quadrados de área coberta e foi inaugurado em 1 de Janeiro de 1882. Em 1893 foi parcialmente destruído por um incêndio. A reconstrução, ficou a cargo do arquitecto João Piloto e foi concluída em 1930, com a instalação da cúpula. O Mercado voltou rapidamente a ser o centro do comércio grossista e retalhista. No ano de 2001 o espaço estreou um novo aspecto social, cultural e recreativo. O antigo mercado da Ribeira Nova foi demolido em 1926.

O Novo Mercado 24 de Julho, inaugurado em 1 de Janeiro de 1882 (Desenho do Natural por António Ramalho) - O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, nº 109 de 1 de Janeiro de 1882 - Hemeroteca Municipal de Lisboa
Panorâmica da Ribeira, post. 1895 - AML
Mercado 24 de Julho ou Ribeira Nova, foto de Eduardo Portugal - AML
Varina preparando o peixe para venda, foto de Benoliel, Joshua, 1909 - AML
Varinas à porta do Mercado 24 de Julho, foto de Benoliel, Joshua, 1909 - AML

O Mercado da Ribeira, óleo sobre madeira, 1924, Mário Augusto. Foto de José Pessoa - Museu Grão Vasco
Vendedeira de peixe, aguarela, 1940, Alberto Souza - Museu José Malhoa
Mercado 24 de Julho, foto de Eduardo Portugal, depois de 1930 - AML

Mercado de S. Bento

A parte ocidental da cidade tinha também um mercado próprio, o Mercado de S. Bento, situado na Rua de s. Bento e inaugurado em 1 de Janeiro de 1881. O edifício foi construído em ferro, com projecto do arquitecto E. A. Bettencourt. Tinha 29 tendas, cada uma com 22 lugares. Vendia hortaliça, frutos, aves, carnes, pescado, bebidas, e toda a espécie de víveres. O edifício foi construído pela Companhia dos Mercados Edificações Urbanas, que teve o direito de o explorar por cinquenta anos no fim dos quais o entregou à Câmara. Foi demolido em 1938.


Mercado Ocidental em S. Bento, Lisboa, inaugurado em 1 de Janeiro de 1881. (Desenho do natural por António Ramalho). "O Ocidente", revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, nº 80 de 11 de Março de 1881 - Hemeroteca Municipal de Lisboa
Mercado de S. Bento, 1898-1908 - AML
Alfarrabista no mercado de S. Bento, mano João. Foto de Benoliel, Joshua, 1907 - AML
A volta do Mercado (estudo), desenho a carvão, 1927. Carlos António Rodrigues dos Reis - Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Mulheres no Mercado, óleo sobre tela, século XX. Abel Salazar - Museu Abade de Baçal

Fontes:
El Pueblo de Lisboa (1980), CML
 O "Ocidente" revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, Hemeroteca Municipal de Lisboa